Por que Olavo de Carvalho disse que se as forças armadas americanas derrubassem o Maduro na Venezuela salvaria o Brasil?
A afirmação de Olavo de Carvalho sobre a queda de Nicolás Maduro ser a “salvação” do Brasil está fundamentada na sua teoria sobre o Foro de São Paulo e na ideia de que a esquerda latino-americana atua como um bloco único e coordenado.
A visão de Olavo de Carvalho sobre queda de Maduro e a Salvação do Brasil
Para Olavo, a Venezuela não era apenas um país vizinho em crise, mas o suporte estratégico e financeiro de um projeto de poder continental. Abaixo estão os principais pontos que explicam esse raciocínio:
1. O Fim do “Eixo Logístico” do Foro de São Paulo
Olavo defendia que o PT (no Brasil), o Chavismo (na Venezuela) e as FARC (na Colômbia) faziam parte de uma estrutura unificada. Segundo ele, a Venezuela funcionava como o centro de apoio logístico e financeiro para movimentos de esquerda em toda a América Latina. Derrubar Maduro significaria “cortar a cabeça” ou o suprimento desse organismo, enfraquecendo automaticamente a esquerda brasileira.
2. A Teoria da “Guerra Total” contra o Brasil
Olavo frequentemente afirmava que existia uma “guerra geral” da América Latina contra o Brasil. Ele acreditava que governos alinhados ao Foro de São Paulo (Venezuela, Bolívia, Cuba) estariam se preparando para desestabilizar o Brasil ou até cercá-lo militar e politicamente. Na visão dele, a queda de Maduro quebraria esse cerco geopolítico.
3. O Papel dos Estados Unidos
Ele criticava a “inação” das Forças Armadas brasileiras e acreditava que apenas uma potência externa (os EUA) teria a força necessária para desmontar o regime venezuelano de forma rápida. Para Olavo, a intervenção americana não seria uma violação de soberania, mas uma medida de “limpeza” necessária para impedir que o Brasil fosse absorvido pelo que ele chamava de “império comunista latino-americano”.
4. A Venezuela como “Boi de Piranha”
Em seus artigos (como o famoso “A Venezuela vive e o Brasil agoniza”), Olavo argumentava que, enquanto o mundo olhava para os excessos óbvios de Hugo Chávez ou Maduro, a esquerda brasileira trabalhava de forma mais sutil e perigosa para aparelhar as instituições. Ele acreditava que a derrota do chavismo exporia as conexões da esquerda brasileira e forçaria uma mudança de rumo política no Brasil.
Resumindo: Para Olavo de Carvalho, a Venezuela era a peça-chave de um dominó. Se ela caísse, o suporte externo que mantinha a esquerda brasileira viva (segundo a sua visão) desapareceria, permitindo uma “limpeza” ideológica no Brasil.
Detalhamento da visão dele sobre a relação específica entre o Foro de São Paulo e as Forças Armadas brasileiras
A visão de Olavo de Carvalho sobre a relação entre o Foro de São Paulo e as Forças Armadas (FFAA) brasileiras era marcada por uma profunda crítica e ceticismo.
Ele acreditava que os militares brasileiros falharam em sua missão de proteger a soberania nacional ao permitirem o avanço do que ele chamava de “estratégia gramscista” da esquerda.
Aqui estão os pontos fundamentais dessa relação na ótica de Olavo:
1. A Inércia diante da “Guerra Cultural”
Olavo argumentava que as FFAA brasileiras estavam presas a uma mentalidade de “guerra convencional” (tanques, fronteiras e soldados), enquanto a esquerda — através do Foro de São Paulo — travava uma guerra cultural. Para ele, os militares não perceberam que o país estava sendo dominado por dentro, através do sistema educacional, da mídia e da ocupação de cargos públicos, e que, quando percebessem, já seria tarde demais.
2. O Foro de São Paulo como “Poder Supremo”
Olavo foi um dos primeiros a popularizar a existência do Foro de São Paulo no Brasil. Ele defendia que as FFAA deveriam ter tratado o Foro não como uma organização política legítima, mas como uma organização criminosa transnacional que visava unificar a América Latina sob um regime socialista.
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Para ele, a aceitação de governos alinhados ao Foro (como os de Lula e Dilma) pelas FFAA era uma prova de “omissão” ou de que os militares haviam sido “neutralizados” politicamente.
3. A Crítica ao Positivismo e à Formação Militar
O filósofo criticava a formação intelectual dos oficiais brasileiros, alegando que eles eram influenciados por um positivismo tecnocrático. Segundo Olavo, isso os tornava cegos para questões filosóficas e ideológicas profundas. Ele dizia que os generais sabiam “administrar”, mas não entendiam nada de “estratégia revolucionária”, o que os tornava vulneráveis às manobras de intelectuais de esquerda.
4. A Teoria da “Ocupação Estratégica” da Venezuela
Olavo via a aliança militar entre a Venezuela e potências como a Rússia e a China (e a influência cubana no governo Maduro) como uma ameaça direta ao Brasil. Ele afirmava que, enquanto as FFAA brasileiras se preocupavam em não intervir para “respeitar a soberania”, o Foro de São Paulo já tinha violado a soberania brasileira ao coordenar políticas internas a partir de diretrizes estrangeiras.
5. O Conflito com a “Ala Militar” no Governo Bolsonaro
Essa visão culminou em críticas severas de Olavo aos generais que ocuparam cargos no governo de Jair Bolsonaro.
Ele frequentemente os chamava de “comunistas” ou “covardes” por buscarem uma política de moderação e diálogo. Para Olavo, os militares deveriam agir de forma incisiva para “desmantelar o sistema” criado pelo Foro de São Paulo, e não tentar conviver com ele.
Em resumo: Para Olavo, as Forças Armadas brasileiras eram uma instituição que “dormia” enquanto o país era entregue a um projeto de poder continental. Ele acreditava que a salvação do Brasil exigiria que os militares abandonassem a neutralidade e reconhecessem o Foro de São Paulo como um inimigo de guerra.
A captura de maduro pelo exército americano e as consequências para o Brasil na visão de Olavo de Carvalho
Na perspectiva de Olavo de Carvalho, a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas seria o evento catalisador para o desmantelamento do projeto de poder da esquerda na América Latina.
Recentemente, em janeiro de 2026, o cenário hipotético discutido por Olavo tornou-se um tema central de debate após notícias sobre uma incursão americana na Venezuela.
Seguindo a linha de raciocínio do filósofo (falecido em 2022), as consequências para o Brasil seriam as seguintes:
1. Quebra da Logística do Foro de São Paulo
Para Olavo, a Venezuela não era apenas um país vizinho, mas o cofre e o porto seguro do Foro de São Paulo.
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Consequência: Sem o suporte financeiro e o território venezuelano para abrigar movimentos revolucionários e narcotráfico (o “Cartel dos Sóis”), a esquerda brasileira perderia sua principal retaguarda estratégica. Isso forçaria o isolamento político e financeiro de partidos e movimentos alinhados ao “eixo bolivariano” no Brasil.
2. Exposição de Conexões Internas
Olavo acreditava que a queda do regime venezuelano abriria a “caixa-preta” das relações entre o governo de Maduro e políticos brasileiros.
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Consequência: A captura de Maduro poderia levar à revelação de documentos e depoimentos que comprovariam o financiamento ilegal de campanhas no Brasil e acordos de cooperação ideológica secretos, o que ele chamava de “alta traição” por parte de ex-presidentes e lideranças de esquerda.
3. Fim do “Cerco Geopolítico”
Ele defendia que o Brasil estava sendo cercado por um “Anel de Fogo” socialista (Venezuela, Bolívia, e na época, Argentina).
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Consequência: A remoção de Maduro pelos EUA quebraria esse cerco, permitindo que o Brasil recuperasse sua hegemonia regional sem a ameaça de uma coalizão militar ou ideológica hostil em suas fronteiras.
4. Humilhação das Forças Armadas Brasileiras
Um ponto polêmico de Olavo era sua crítica à passividade dos generais brasileiros.
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Consequência: Se os EUA resolvessem o problema sozinhos, Olavo veria isso como uma prova definitiva da irrelevância estratégica e da “covardia” das Forças Armadas brasileiras. Ele argumentaria que o Brasil foi incapaz de proteger seu próprio “quintal”, dependendo de uma potência estrangeira para eliminar uma ameaça que as autoridades brasileiras se negaram a reconhecer por décadas.
Resumo do Impacto no Brasil (Visão de Olavo)
| Área | Impacto Previsto |
| Política Interna | Enfraquecimento terminal dos partidos de esquerda por falta de apoio externo. |
| Justiça | Surgimento de provas para processos de “alta traição” contra políticos do Foro de São Paulo. |
| Defesa | Exposição da incapacidade estratégica dos militares brasileiros em lidar com ameaças ideológicas. |
| Soberania | O Brasil deixaria de ser um satélite do projeto bolivariano para voltar à esfera de influência ocidental. |
Nota de Contexto: Olavo via os EUA (especialmente sob lideranças conservadoras como Trump) como o único agente capaz de realizar a “limpeza” necessária na região, já que ele considerava as instituições brasileiras profundamente “aparelhadas” ou “anestesiadas” para agir por conta própria.
O que Olavo de Carvalho dizia especificamente sobre o papel do narcotráfico nessa conexão entre Venezuela e Brasil?
Para Olavo de Carvalho, a conexão entre o regime de Maduro e o Brasil não era apenas ideológica, mas passava por uma estrutura que ele chamava de “Narcoditadura”. Ele argumentava que o narcotráfico era a principal ferramenta de financiamento e desestabilização política do Foro de São Paulo.
Aqui estão os detalhes dessa visão e como a captura de Maduro impactaria o Brasil nesse setor:
1. O “Cartel dos Sóis” e as FARC
Olavo defendia que a Venezuela havia se transformado em um centro de distribuição global de drogas operado pelo Cartel dos Sóis (composto por generais venezuelanos) em parceria com as FARC.
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O papel do Brasil: Segundo ele, o Brasil servia como o principal corredor de exportação e mercado consumidor. Ele afirmava que a “permissividade” das fronteiras e a falta de combate direto ao tráfico no Brasil eram, na verdade, uma política deliberada para não prejudicar os aliados financeiros do Foro de São Paulo.
2. Financiamento de Movimentos Políticos
Uma das teses centrais de Olavo era que o dinheiro do tráfico venezuelano e das FARC não servia apenas para o enriquecimento ilícito, mas para o financiamento de campanhas e movimentos sociais no Brasil.
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Ao capturar Maduro, os EUA teriam acesso a registros financeiros que, na visão de Olavo, provariam que a ascensão e manutenção de certas lideranças políticas no Brasil foram pagas com o “dinheiro sujo” da cocaína.
3. O Crime Organizado como Braço Armado Revolucionário
Olavo frequentemente sugeria que facções criminosas brasileiras (como o PCC e o Comando Vermelho) possuíam conexões táticas com as FARC e, por extensão, com o regime venezuelano.
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Consequência da queda: Ele acreditava que, sem o fornecimento constante de armas e proteção logística vindo da Venezuela, o crime organizado no Brasil perderia força, facilitando a retomada do controle territorial pelo Estado brasileiro (caso o governo tivesse vontade política para isso).
A Estrutura da Conexão (Visão de Olavo)
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Venezuela: O Centro Logístico (Proteção estatal ao crime).
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FARC/Cartéis: A Produção e a “Guerrilha” (O braço operacional).
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Brasil: O Consumidor, Corredor e Lavagem de Dinheiro (O braço financeiro/político).
Por que isso “Salvaria” o Brasil?
Para Olavo, enquanto Maduro estivesse no poder, o Brasil continuaria sendo inundado por drogas e dinheiro ilegal que corrompia as instituições.
A intervenção americana seria o “choque de realidade” que cortaria a fonte de recursos da esquerda e forçaria as Forças Armadas brasileiras a admitirem que o problema da segurança pública no Brasil é, na verdade, um problema de segurança nacional e soberania.
“Não se combate o crime organizado no Brasil sem destruir o Foro de São Paulo”, era uma de suas máximas recorrentes.
Como Olavo diferenciava a estratégia de guerrilha clássica da estratégia de ocupação de espaços que ele via na Venezuela?
Para Olavo de Carvalho, a grande tragédia da direita e dos militares brasileiros era não entender que a esquerda havia trocado a estratégia de guerrilha (o confronto armado direto) pela estratégia de ocupação de espaços (o método gramscista).
A Venezuela era, para ele, o exemplo máximo de onde essas duas estratégias se fundiam.
1. A Transição da Estratégia
Olavo explicava que, após as derrotas das guerrilhas nos anos 60 e 70, a esquerda latina (liderada por Fidel Castro e Lula no Foro de São Paulo) percebeu que era mais eficaz corroer as instituições por dentro do que tentar derrubá-las pela força das armas.
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Guerrilha Clássica: Foca em tomar o palácio do governo. É barulhenta e fácil de identificar.
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Ocupação de Espaços: Foca em dominar as universidades, a mídia, o judiciário e a cultura. É silenciosa e quase invisível para quem não tem formação intelectual.
2. O Caso Venezuela: A “Ocupação” que Virou Ditadura
Olavo apontava que Hugo Chávez não tomou o poder por um golpe de Estado clássico (ele tentou e falhou em 1992), mas sim pelas urnas e pela subsequente destruição das instituições por dentro:
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Substituição de juízes.
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Mudança da Constituição.
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Criação de milícias populares (os Colectivos).
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Aparelhamento total das Forças Armadas.
Para Olavo, a Venezuela era o “laboratório” do que aconteceria no Brasil se a ocupação de espaços não fosse interrompida.
3. A Diferença Fundamental na Visão de Olavo
Enquanto os militares brasileiros esperavam por uma “invasão” ou uma “revolução armada” para agir, Olavo gritava que a revolução já havia ocorrido, mas no campo das ideias e da administração pública.
4. Por que a queda de Maduro mudaria isso?
Se os EUA derrubassem Maduro, o efeito seria duplo na visão de Olavo:
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Desmistificação: Provaria que o método de “ocupação” não é invencível e que regimes ditatoriais disfarçados de democracia podem ser derrubados.
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Desaparelhamento: Sem o apoio da inteligência cubana e do dinheiro venezuelano, os “agentes de influência” no Brasil ficariam sem direção e recursos, permitindo que a sociedade brasileira retomasse suas instituições.
A Frase de Impacto
Olavo costumava dizer que:
“O exército brasileiro está esperando o inimigo na fronteira, enquanto o inimigo já está dando aula na universidade, redigindo o jornal e sentando na cadeira do Supremo.”
Ele via na intervenção americana a única forma de interromper esse processo de “metástase” que a Venezuela exportava para o restante do continente.

