É verdade que joesley batista, dono (acionista) da JBS e J&F, controla poços de petróleo na Venezuela desde 2024, sob sigilo?
O que se sabe sobre a participação da J&F em poços de Petróleo na Venezuela?
A informação de que Joesley e Wesley Batista, através do grupo J&F, possuem investimentos em petróleo na Venezuela é fundamentada em fatos recentes, embora os detalhes exatos sejam limitados por questões de sigilo.
Aqui está o que se sabe até o momento:
1. Aquisição da Petroleira Fluxus
Em 2023, o grupo J&F (dos irmãos Batista) expandiu seus negócios para o setor de energia ao adquirir a Fluxus, uma petroleira. Desde meados de 2024, executivos da empresa confirmaram publicamente o interesse em adquirir campos de petróleo na Venezuela e no Peru, buscando ativos de menor porte (avaliados em torno de US$ 50 milhões).
2. O Sigilo do Itamaraty
Em fevereiro de 2025, foi revelado que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) impôs um sigilo de cinco anos sobre telegramas diplomáticos que mencionam os irmãos Batista, o grupo J&F e a JBS em relação à Venezuela.
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O que está oculto: Documentos que relatam reuniões entre representantes do grupo e autoridades venezuelanas, incluindo encontros com a estatal PDVSA e o ex-ministro do Petróleo, Pedro Tellechea.
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Justificativa: O governo alega que a divulgação dessas informações poderia prejudicar interesses estratégicos e diplomáticos do Brasil.
3. Visitas a Caracas e Mediação Política
Recentemente (novembro/dezembro de 2024), Joesley Batista esteve em Caracas e foi recebido por Nicolás Maduro. Reportagens de veículos como a Bloomberg indicaram que o empresário teria atuado como um mediador informal entre o governo dos EUA (sob a influência de Donald Trump) e Maduro, tratando inclusive da possível saída do líder venezuelano do poder.
Resumo dos Fatos
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Controle de poços: Relatórios recentes (janeiro de 2026) apontam que o grupo já opera poços ou possui participações no setor energético venezuelano desde 2024.
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Sigilo: Sim, as comunicações oficiais do governo brasileiro sobre esses negócios estão sob sigilo diplomático.
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JBS vs. J&F: É importante notar que a JBS (carnes) é uma empresa do grupo, mas os investimentos em petróleo são feitos pela J&F Holding (através da Fluxus ou Âmbar Energia).
Detalhes sobre a atuação da petroleira Fluxus na América Latina e as sanções atuais que impactam esses negócios
As informações sobre a atuação do grupo J&F (dos irmãos Joesley e Wesley Batista) no setor de petróleo venezuelano ganharam contornos mais claros no início de 2026.
Embora a empresa não tenha o “controle” de toda a indústria, ela consolidou uma posição estratégica em meio a uma das maiores reviravoltas geopolíticas da região.
Abaixo, detalhamos o que foi confirmado e o contexto dessa operação:
1. Operação via Fluxus e Âmbar Energia
Diferente da JBS (que foca em carnes), os negócios de energia são operados pela Fluxus (petróleo e gás) e pela Âmbar Energia (eletricidade), ambas do grupo J&F.
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A Fluxus na Venezuela: Em 2024, a Fluxus estabeleceu escritórios em Caracas e iniciou a prospecção de campos maduros. Reportagens de janeiro de 2026 confirmam que a empresa já opera ou possui participação em poços de petróleo e gás no país, focando em ativos que necessitam de recuperação técnica.
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Integração Regional: O objetivo do grupo é integrar a produção de gás na Bolívia, Argentina e Venezuela com as termoelétricas da Âmbar no Brasil, criando um ecossistema energético sul-americano.
2. O Papel de Joesley como “Mediador”
O envolvimento de Joesley Batista foi além do comercial. No final de 2025, ele emergiu como um mediador informal entre o governo de Donald Trump e Nicolás Maduro.
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Visita a Caracas: Joesley reuniu-se com Maduro em dezembro de 2025. Segundo fontes diplomáticas e a Bloomberg, ele teria levado uma mensagem do governo americano incentivando a renúncia de Maduro em troca de garantias, visando estabilizar o país para investimentos petroleiros massivos.
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Interesse Estratégico: Com a recente mudança de cenário na Venezuela (incluindo a captura de Maduro no início de 2026), a J&F se posicionou como uma das poucas empresas regionais prontas para operar imediatamente no vácuo deixado pela estatal PDVSA.
3. O Sigilo de 5 anos (Itamaraty)
O “segredo” refere-se à decisão do Itamaraty de colocar sob sigilo, por cinco anos, todos os telegramas que mencionam as negociações dos Batista na Venezuela.
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O que está sob sigilo: Detalhes de reuniões com a PDVSA, condições de pagamento e o apoio logístico que o governo brasileiro teria dado para facilitar a entrada do grupo no setor de energia venezuelano.
4. Impacto das Sanções
Até o final de 2025, a operação ocorria em uma zona cinzenta das sanções americanas. No entanto, com a sinalização de Trump de que petroleiras americanas (e parceiras de confiança) devem assumir a produção venezuelana para baixar o preço global do óleo, a J&F parece ter obtido uma espécie de “luz verde” informal para manter suas operações.
Panorama Atual: Grupo J&F e o Petróleo Venezuelano
A atuação dos irmãos Batista no país vizinho deixou de ser apenas um boato de mercado para se tornar um elemento central na geopolítica da região.
1. Operações e Ativos (Fluxus)
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Entrada no Setor: A Fluxus, braço de óleo e gás da holding J&F, iniciou a aquisição de ativos na Venezuela ainda em 2024.
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Status em 2026: Relatórios de janeiro de 2026 confirmam que o grupo já opera campos maduros no país. O foco está na revitalização de poços que a estatal PDVSA não conseguia manter por falta de tecnologia e investimento.
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Sinergia Logística: A estratégia é conectar a produção de gás e óleo da Fluxus (que também atua na Bolívia e Argentina) com as usinas da Âmbar Energia no Brasil, criando um corredor energético integrado.
2. O Sigilo do Itamaraty
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Duração: O Ministério das Relações Exteriores impôs um sigilo de 5 anos (válido até meados de 2030) sobre documentos diplomáticos.
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O que está sob sigilo: Telegramas que detalham reuniões de Joesley Batista com a cúpula da PDVSA e com o próprio Nicolás Maduro. O governo justifica o sigilo alegando “estratégia de segurança nacional” e proteção de interesses comerciais brasileiros.
3. Joesley como Mediador Político
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Conexão Trump-Maduro: Em dezembro de 2025, Joesley Batista emergiu como um mediador inusitado. Reportagens da Bloomberg indicaram que ele viajou a Caracas para tentar convencer Maduro a aceitar uma transição pacífica de poder, servindo de ponte informal com o governo de Donald Trump (com quem Joesley possui interlocução comercial nos EUA).
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Contexto de 2026: Com a captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas no início de janeiro de 2026, a posição da J&F é vista por analistas como a de uma empresa “na pole position” para liderar a reconstrução do setor energético venezuelano na fase pós-conflito.
Tabela de Resumo
| Aspecto | Status em Janeiro de 2026 |
| Ativos Principais | Controle e operação de campos maduros via petroleira Fluxus. |
| Sigilo Oficial | Telegramas diplomáticos sob sigilo de 5 anos (até 2030). |
| Papel Político | Interlocutor entre os interesses dos EUA (Trump) e a transição na Venezuela. |
| Principal Empresa | J&F Holding (os negócios de petróleo não são da JBS). |

