Ilustração de uma silhueta humana em meditação exibindo os sete chakras coloridos e alinhados, com legendas apontando a relação de cada centro com glândulas como a Epífise, Hipófise, Tireoide e Pâncreas, em um cenário de natureza ao entardecer.
Você sabia que os Chakras são chamados de Centros de Força no Espiritismo?
Entenda a etimologia dos chakras, sua relação com as glândulas endócrinas e a interpretação do Espiritismo sobre os centros de força, perispírito e mediunidade.
Explore a conexão profunda entre sua saúde física, suas glândulas e seu corpo espiritual neste guia sobre a anatomia sutil da alma.
Palavras-Chave (Keywords): Chakras, Espiritismo, Centros de Força, Perispírito, Glândula Pineal, Harmonização Energética, André Luiz, Evolução em Dois Mundos, Mediunidade.
Chakras e Centros de Força: Uma Jornada da Tradição Milenar à Visão Espírita
O termo “chakra” tornou-se onipresente em conversas sobre bem-estar e espiritualidade, mas sua profundidade ultrapassa a estética das cores do arco-íris. Este artigo explora a origem milenar desses centros energéticos e como a Doutrina Espírita os interpreta sob a ótica dos “Centros de Força”.
1. Etimologia: A Roda em Movimento
A palavra Chakra (do sânscrito cakra) significa literalmente “roda”, “disco” ou “vórtice”. Na tradição indiana antiga, esses centros são descritos como rodas de energia que giram constantemente, processando a Prana (energia vital) que sustenta os corpos físico e sutil.
2. Mapeamento: Chakras, Localizações e Glândulas
Na anatomia sutil, os sete chakras principais estão alinhados ao longo da coluna vertebral. No corpo físico, eles se conectam diretamente ao sistema endócrino.

| Chakra (Sânscrito) | Localização | Glândula Relacionada | Função Principal |
| Básico (Muladhara) | Base da coluna (cóccix) | Suprarrenais | Sobrevivência, segurança e vitalidade física. |
| Esplênico/Sacro (Swadhisthana) | Abaixo do umbigo | Gônadas (Testículos/Ovários) | Criatividade, sexualidade e emoções. |
| Gástrico/Plexo Solar (Manipura) | Região do estômago | Pâncreas | Poder pessoal, vontade e digestão emocional. |
| Cardíaco (Anahata) | Centro do peito | Timo | Amor, compaixão e equilíbrio. |
| Laríngeo (Vishuddha) | Garganta | Tireoide e Paratireoide | Comunicação, expressão e verdade. |
| Frontal (Ajna) | Entre as sobrancelhas | Hipófise (Pituitária) | Intuição, intelecto e percepção espiritual. |
| Coronário (Sahasrara) | Topo da cabeça | Epífise (Pineal) | Conexão espiritual e consciência plena. |
3. A Visão do Espiritismo: Os Centros de Força
O Espiritismo utiliza preferencialmente o termo Centros de Força para descrever essas estruturas. Eles não residem no corpo de carne, mas sim no perispírito (o corpo espiritual).
De acordo com a obra de André Luiz (psicografada por Francisco Cândido Xavier), o perispírito é o “molde” do corpo físico. Os centros de força atuam como acumuladores e distribuidores de energias mentais e espirituais.
Citações em Obras Espíritas
No livro Evolução em Dois Mundos (Cap. II), André Luiz detalha:
“O centro coronário, instalado na região central do cérebro, é o mais importante… dele partem as ordens que governam o equilíbrio de todos os outros centros.”
Já em Missionários da Luz, a Glândula Pineal (ligada ao chakra coronário) é descrita como a “glândula da vida mental”, funcionando como a antena que capta as vibrações do mundo invisível.
4. Harmonização e Mediunidade
A relação entre os centros de força e a mediunidade é direta:
* O Perispírito como Ponte: O intercâmbio mediúnico ocorre através da interação dos fluidos do médium com os do Espírito comunicante, processada via centros de força (especialmente o Coronário e o Frontal).
* Equilíbrio e Saúde: Doenças físicas muitas vezes começam como desequilíbrios nos centros de força devido a pensamentos ou sentimentos desordenados. O Passe Espírita e a Evangelização visam justamente a harmonização desses vórtices.
* Harmonização: Estar em harmonia significa que a energia flui sem obstruções. Quando um centro de força está “congestionado” por vibrações negativas (culpa, raiva, medo), o reflexo no corpo físico é imediato, afetando a glândula correspondente.
5. Análise Visual: O Diagrama do Ser Sutil
Ao analisar uma imagem clássica dos chakras em um contexto espiritualista e espírita, observamos detalhes fundamentais:
1. O Alinhamento Vertical: A disposição dos centros ao longo do eixo cérebro-espinhal simboliza a evolução da consciência — das necessidades básicas (Básico) à iluminação espiritual (Coronário).
2. As Cores e Frequências: Cada centro vibra em uma frequência que corresponde às cores do espectro visível. No Espiritismo, essa “cor” pode variar conforme o estado moral e mental do indivíduo, sendo percebida por videntes como a aura.
3. A Expansão do Brilho: Note que centros de força equilibrados emitem uma luz constante e estável. No caso de médiuns em trabalho, o centro Coronário e o Laríngeo costumam apresentar maior brilho ou atividade, indicando o fluxo da comunicação espiritual.
4. A Interconexão: Embora desenhados como círculos isolados, eles estão todos ligados por “canais” (nadis), formando uma rede onde o que afeta o emocional (Plexo Solar) invariavelmente repercute na clareza mental (Frontal).
Conclusão
Entender os chakras sob a luz do Espiritismo é compreender que somos seres integrais.
A saúde do corpo físico depende da higiene mental e do equilíbrio energético do perispírito.
Como ensina a doutrina, o amor e a prática do bem são os maiores “balanceadores” de nossos centros de força.

