O Sistema Financeiro na Visão de Olavo de Carvalho

Sumário

Para compreender a visão de Olavo de Carvalho sobre o Sistema Financeiro Nacional e Global, é necessário afastar-se da análise econômica técnica e focar no que ele chamava de “metapolítica”.

Para o filósofo, o dinheiro não é um poder autônomo, mas uma ferramenta nas mãos de agentes históricos com projetos de poder de longuíssimo prazo.

A Engenharia da Captura: O Sistema Financeiro na Visão de Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho frequentemente afirmava que a economia é a área mais volátil e imprevisível da sociedade, e que tentar prever o futuro apenas por indicadores financeiros é um erro crasso. Para ele, o verdadeiro jogo acontece na sombra, onde o “Consórcio” — sua definição para a elite financeira globalista — opera.

1. O “Stock Picking” de Autoridades

Enquanto o investidor comum escolhe ações, Olavo argumentava que o grande capital financeiro pratica o que podemos chamar de “escolha de autoridades”. Na visão olavista:

  • O Estado como Agente do Banco: O Estado brasileiro não domina os bancos; ele é “parceiro” deles. Olavo descrevia uma simbiose onde grandes grupos privilegiados são “poderosos demais para que o Estado tente dominá-los”, resultando em políticas públicas que favorecem o sistema financeiro em detrimento da economia real.

  • Portas Giratórias e Blindagem: A contratação de ex-ministros, juízes e reguladores por grandes instituições financeiras (como visto em casos recentes do mercado) era interpretada por ele como a criação de uma “aristocracia financeira” que utiliza o prestígio público para blindar interesses privados.

2. Famílias Dinásticas e o Poder Transgeracional

Olavo diferenciava o “burguês” comum do “globalista”. Enquanto o primeiro quer apenas lucro, o segundo quer o controle da História.

  • Rothschild e a Tradição: Ele citava frequentemente famílias como os Rothschild não como meros banqueiros, mas como “famílias dinásticas” que possuem planos que atravessam gerações. Para Olavo, o poder dessas famílias reside na capacidade de manter a unidade de propósito ao longo de séculos, algo que os governos democráticos, com mandatos curtos, não conseguem enfrentar.

  • George Soros e a Engenharia Social: Soros era visto por Olavo como o braço “operacional” e “ideológico” desse sistema. Ele argumentava que Soros não buscava apenas retornos financeiros com suas fundações (Open Society), mas sim a desestabilização de soberanias nacionais para facilitar a implantação de uma governança global. O financiamento de pautas progressistas seria, portanto, uma estratégia para fragilizar o tecido social e tornar as populações mais dependentes de um Estado centralizado e controlado pela elite financeira.

3. O Sistema Nacional: A Elite como Farsa

Sobre o Brasil, Olavo era impiedoso. Ele via a elite financeira nacional como dependente e imitativa.

  • Capitalismo de Laços: Ele criticava o fato de que no Brasil não existe um “livre mercado” real, mas sim um sistema de privilégios onde o sucesso econômico depende de conexões políticas.

  • O “Consórcio” no Brasil: O filósofo defendia que a elite brasileira (incluindo banqueiros e grandes empresários) havia feito um pacto com a esquerda intelectual e política para manter o status quo, onde o povo paga a conta através de impostos e juros, enquanto o topo da pirâmide permanece intocado por qualquer alternância de poder.

Conclusão

Para Olavo de Carvalho, a frase “não é tão caro comprar um país” é uma realidade operacional para quem controla o fluxo de capital global. O “stock picking” de autoridades garante que, independentemente de quem vença as eleições, as políticas macroeconômicas permaneçam as mesmas, servindo aos interesses do que ele chamava de “Nova Ordem Mundial”.

Vídeo: As 3 forças globalistas que mandam no mundo

Este vídeo é fundamental para entender como Olavo de Carvalho classificava as diferentes elites que disputam o poder global e como o sistema financeiro se insere nesse conflito.

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