Entenda a tese de Olavo de Carvalho sobre o Imperialismo Global: descubra por que ele chamava o PT de entreguista e como o mapa do financiamento revela que ‘são todos parentes’ na nova conjuntura mundial.
Você já teve a sensação de que, no palco da política brasileira, os gritos de “soberania” e “anti-imperialismo” soam como um roteiro ensaiado? Para Olavo de Carvalho, essa sensação não era apenas uma desconfiança, mas o sintoma de uma realidade matemática: o Brasil não é governado por ideologias isoladas, mas por um consórcio de interesses que transcende fronteiras.
Olavo costumava dizer que, para entender o Brasil, era preciso parar de ouvir o que os políticos dizem e começar a observar quem financia quem. Sob essa ótica, o discurso inflamado do PT contra o “imperialismo americano” revela-se uma cortina de fumaça. Enquanto a retórica aponta para Washington, as mãos do governo entregam a soberania nacional a um eixo globalista e eurasiano em uma simbiose financeira onde, no fim das contas, “são todos parentes”.
Neste artigo, vamos dissecar a teia invisível que une grandes fundações, bancos nacionais e ditaduras vizinhas. Vamos entender por que, na visão olaviana, o PT nunca foi um partido de libertação, mas o maior agente entreguista da nossa história, operando como uma peça-chave na nova conjuntura mundial.
Prepare-se para seguir o rastro do dinheiro e descobrir que o verdadeiro imperialismo não usa farda — ele assina o cheque.
Assista o vídeo de Olavo de Carvalho:
A Anatomia do Imperialismo Global: Além das Fronteiras Nacionais
Este artigo explora a tese de Olavo de Carvalho sobre a reconfiguração do poder mundial e sua crítica contundente à estratégia geopolítica da esquerda brasileira.
O Imperialismo Global e o “Teatro das Sombras”: A Visão de Olavo de Carvalho
Para Olavo de Carvalho, o conceito tradicional de “imperialismo” — como uma nação dominando outra territorialmente — estava obsoleto. Ele propunha que o mundo contemporâneo é regido por um Imperialismo Global composto por três blocos principais que competem e, por vezes, colaboram entre si:
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O Bloco Globalista (Ocidental): Liderado por grandes fundações (Ford, Rockefeller), organismos internacionais (ONU, UE) e a elite financeira de Wall Street. Seu objetivo seria a dissolução das soberanias nacionais em prol de uma governança mundial técnica e burocrática.
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O Bloco Russo-Chinês: Uma aliança estratégico-militar que visa a hegemonia através do “Eurasianismo”, utilizando o poder estatal e a expansão territorial/econômica.
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O Bloco Islâmico: Uma força de expansão cultural e religiosa que busca a implementação do califado global.
Neste cenário, Olavo argumentava que o Brasil não era uma vítima passiva, mas um peão sendo movido por elites locais que escolheram a qual senhor servir.
Por que o PT era “Entreguista”?
Embora o PT (Partido dos Trabalhadores) utilize uma retórica anti-imperialista contra os EUA, Olavo de Carvalho os classificava como o ápice do entreguismo. A lógica era simples: ao combater a influência americana, o partido não estaria “libertando” o Brasil, mas entregando a soberania nacional a outros blocos.
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Submissão ao Foro de São Paulo: Olavo enfatizava que o PT priorizava a criação de uma “Pátria Grande” socialista na América Latina, financiando ditaduras vizinhas com dinheiro do BNDES.
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Aliança com a China e Rússia: Para o filósofo, o governo petista desmantelou a autonomia estratégica brasileira para se tornar um satélite econômico da China e um apoio diplomático para a Rússia.
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Destruição da Soberania Interna: O “entreguismo” também se manifestava na absorção de agendas culturais e sociais ditadas por fundações globalistas internacionais, trocando a cultura nacional por pautas de engenharia social estrangeira.
“São Todos Parentes”: O Mapa do Dinheiro
Uma das frases mais famosas de Olavo sobre a política brasileira era a de que, para entender o jogo, bastava olhar quem paga quem e quem financia quem.
Ele defendia que a oposição entre a “esquerda radical” e a “elite financeira” era um teatro. Ao analisar o fluxo de capitais, Olavo apontava que:
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Grandes Bancos e o PT: Durante os governos petistas, o setor bancário registrou lucros recordes. Olavo via nisso uma simbiose: o governo garantia o monopólio financeiro e, em troca, recebia apoio político e financiamento de campanha.
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O Capitalismo de Laços: As grandes empreiteiras e corporações (as “campeãs nacionais”) eram os braços executores dessa simbiose. O dinheiro circulava entre o Estado, o Partido e as Megaempresas, criando uma elite única e autossuficiente.
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A “Falsa Oposição”: Olavo argumentava que a oposição liberal-conservadora oficial muitas vezes também era financiada pelos mesmos grupos, garantindo que, independentemente de quem vencesse, a agenda globalista e o esquema de poder centralizado permanecessem intactos.
A Nova Conjuntura
Na visão olaviana, a “nova conjuntura mundial” exige que o brasileiro pare de olhar para a política como uma disputa de ideologias locais e passe a enxergá-la como uma guerra de ocupação de espaços por blocos supranacionais.
O “entreguismo” do PT, portanto, não seria um erro de percurso, mas o cumprimento de um papel dentro de um consórcio global onde a soberania do Brasil é a moeda de troca.
A História do Foro de São Paulo na visão de Olavo de Carvalho
Para aprofundar a história do Foro de São Paulo sob a ótica de Olavo de Carvalho, é preciso entender que, para ele, esta organização não era apenas um “debate de ideias”, mas o governo paralelo da América Latina.
Resumo detalhado da trajetória e do papel do Foro segundo essa perspectiva:
1. A Fundação: O “Plano B” do Comunismo
O Foro de São Paulo foi fundado em 1990 por Fidel Castro e Lula. Olavo de Carvalho explicava que o contexto era crucial: o Muro de Berlim havia caído em 1989 e a URSS estava em colapso.
Para a esquerda latino-americana, o movimento comunista internacional parecia órfão. Fidel Castro, percebendo que o apoio soviético acabaria, convocou partidos de esquerda, movimentos sociais e grupos guerrilheiros (como as FARC e o ELN) para criar uma estratégia de sobrevivência e expansão regional.
2. A Estratégia do “Ocupar Espaços”
Diferente das revoluções armadas de 1960, o Foro de São Paulo adotou a Estratégia Gramsciana (em referência a Antonio Gramsci). Em vez de tomar o poder pelo fuzil de um dia para o outro, a meta era:
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Hegemonia Cultural: Ocupar universidades, mídia, igrejas e o sistema judiciário.
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Via Eleitoral: Usar a democracia para chegar ao poder e, uma vez lá, alterá-la por dentro (como ocorreu na Venezuela e Bolívia).
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Solidariedade Automática: Se um membro do Foro fosse atacado ou investigado, todos os outros deveriam defendê-lo internacionalmente.
3. O “Silêncio” de 16 Anos
Olavo de Carvalho orgulhava-se de ter sido um dos primeiros a denunciar a existência do Foro no Brasil. Ele apontava que, de 1990 até meados de 2006, a grande mídia brasileira raramente mencionava o nome da organização, apesar de ela reunir anualmente centenas de líderes políticos.
Para Olavo, esse silêncio era a prova da ocupação de espaços na imprensa: o Foro operava na sombra enquanto consolidava o poder em diversos países (Brasil, Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia).
4. A Nova Conjuntura: O Eixo do Dinheiro
Na visão olaviana, o Foro de São Paulo deixou de ser apenas um clube ideológico para se tornar um operador financeiro regional.
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O Papel do BNDES: Olavo sustentava que o governo do PT usava o dinheiro público brasileiro para financiar obras em países aliados (Porto de Mariel em Cuba, metrô de Caracas, etc.). Isso não era “investimento”, mas sim o financiamento da manutenção do poder do Foro na região.
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Narcotráfico: Olavo frequentemente citava a presença de narcoguerrilhas (como as FARC) no Foro para argumentar que a organização fundia política, crime organizado e interesses estatais num único bloco de poder.
5. O Objetivo Final: A “Pátria Grande”
O horizonte final do Foro de São Paulo seria a criação de uma confederação de estados socialistas na América Latina — a Pátria Grande. Isso implicaria a dissolução gradual das soberanias nacionais em favor de uma autoridade regional centralizada, alinhada ao bloco Russo-Chinês e oposta à influência dos Estados Unidos (o “inimigo imperialista” retórico).
Síntese do Foro de São Paulo na Perspectiva Olaviana:
O Foro de São Paulo é o exemplo perfeito do que Olavo chamava de “mentira organizada”. Enquanto publicamente os partidos fingiam ser independentes e democráticos, secretamente coordenavam ações para garantir que a esquerda nunca mais saísse do poder no continente, utilizando o Brasil como o “grande financiador” desse projeto.
Relacionamento da história do Foro com a ascensão do bloco Russo-Chinês
Para Olavo de Carvalho, o Foro de São Paulo não era um fenômeno isolado, mas a peça fundamental para integrar a América Latina ao que ele chamava de Bloco Russo-Chinês (ou Bloco Eurasiano), servindo como uma espécie de “subsede” regional desse projeto de poder global.
Como essa conexão funcionava na tese olaviana?

1. A Pinça Geopolítica
Olavo argumentava que o mundo vivia uma “pinça” contra o Ocidente tradicional (liderado pelos EUA). De um lado, o Globalismo (metacapitalistas de Wall Street); de outro, o Eurasianismo (Rússia e China).
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O Foro de São Paulo era o braço executor que garantia que a América Latina saísse da esfera de influência americana para se tornar o “quintal estratégico” da China e da Rússia.
2. Financiamento e Dependência Econômica
A relação não era apenas ideológica, mas de fluxo de capital:
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China como o “Banqueiro”: Enquanto o PT usava o BNDES para financiar obras de infraestrutura em países do Foro (como Cuba e Venezuela), a China entrava comprando commodities e infraestrutura crítica no Brasil.
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Olavo dizia que isso era o “entreguismo real”: o governo fingia defender a soberania contra os EUA enquanto entregava o controle das fontes de energia, minérios e portos para o Estado chinês.
3. Apoio Militar e Logístico (Rússia)
Enquanto a China cuidava da parte econômica, a Rússia provia o suporte estratégico e militar.
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Olavo apontava para a venda de armamentos russos para a Venezuela e os exercícios militares conjuntos como prova de que o Foro de São Paulo estava transformando o continente em uma base de operações contra os EUA.
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Ele via na influência russa a introdução de técnicas de desinformação e guerra psicológica (as “medidas ativas” da KGB) para desestabilizar as instituições democráticas por dentro.
4. O Papel do BRICS
Para Olavo, o BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) não era um bloco de cooperação econômica comum, mas uma fachada diplomática para consolidar essa aliança.
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O Brasil, sob o comando de partidos alinhados ao Foro, servia para dar legitimidade “democrática” e acesso a recursos ocidentais para o bloco autoritário sino-russo.
Resumo da “Nova Conjuntura”
Na visão de Olavo, a “família” (quem financia quem) se fechava assim:
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O Foro de São Paulo geria a política e a cultura local.
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As empreiteiras e bancos brasileiros lavavam e distribuíam o dinheiro (corrupção como método de governo).
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China e Rússia garantiam a proteção geopolítica e o suporte financeiro de longo prazo em troca de recursos naturais e submissão estratégica.
Essa estrutura explicaria por que Olavo dizia que “bastava verificar quem paga quem”: o dinheiro que saía dos impostos brasileiros via BNDES acabava fortalecendo ditaduras aliadas que, por sua vez, abriam as portas para a hegemonia da China e da Rússia no continente.
E os Estados Unidos?
Esta é uma pergunta fundamental para compreender a complexidade do pensamento de Olavo de Carvalho. Para ele, os Estados Unidos não eram um bloco monolítico, mas sim o principal campo de batalha de uma guerra civil global e silenciosa.
Na visão olaviana, os EUA estavam divididos entre duas forças opostas, e entender essa distinção é crucial para entender a sua geopolítica.
Os “Dois Estados Unidos” na Visão de Olavo:
1. A Nação Americana (O “Povo”)
Olavo de Carvalho tinha grande admiração pela base cultural e histórica dos Estados Unidos. Ele via na população americana — especialmente a do interior (o “Heartland”) — os guardiões dos valores ocidentais:
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Cristianismo: A fundação moral da nação.
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Liberdade Individual: O ceticismo histórico em relação ao poder do Estado.
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Propriedade Privada e Livre Mercado: A base da prosperidade.
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A Constituição: Vista como um mecanismo genial para limitar o poder do governo.
Esta nação, segundo ele, era essencialmente conservadora, patriota e a maior força de resistência ao avanço do socialismo e do globalismo no mundo.
2. O “Estado Profundo” e a Elite Globalista (O “Inimigo Interno”)
O grande “pólo de atração” do mal, na análise de Olavo, não era a Rússia ou a China, mas a elite burocrática, financeira e cultural que controlava o aparato estatal americano e as grandes corporações.
Ele argumentava que os EUA haviam sido “sequestrados” por um projeto globalista. Esta elite não trabalhava para os interesses do povo americano, mas sim para:
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Dissolver a Soberania Nacional: Usando organismos internacionais (ONU, FMI) para impor agendas globais.
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Promover a Engenharia Social: Impor pautas culturais progressistas (relativas a gênero, família e religião) para enfraquecer a moral ocidental.
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Desmantelar o Poder Militar e Econômico: Olavo acreditava que, curiosamente, o “Globalismo Ocidental” (baseado em Wall Street e no Partido Democrata) muitas vezes colaborava para enfraquecer os próprios EUA em favor de uma governança mundial técnica, onde a Rússia e a China seriam os “policiais” regionais.
A Relação com o Foro de São Paulo e o Brasil
Olavo desmistificava a ideia de que o Foro de São Paulo era “anti-americano”. Ele explicava que o Foro era contra a “Nação Americana” (a parte conservadora), mas mantinha uma relação de simbiose com o “Globalismo Americano”.
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“Quem financia quem”: Olavo apontava que grandes fundações americanas (como a Ford Foundation ou a Open Society de George Soros) e o Departamento de Estado americano (especialmente sob administrações democratas como Clinton e Obama) financiaram ativamente ONGs e movimentos de esquerda na América Latina.
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Olavo via o PT como o aliado perfeito para a elite globalista americana. Por quê? Porque o PT, ao mesmo tempo que usava a retórica anti-imperialista, implementava as pautas culturais e econômicas que interessavam aos globalistas (desarmamento, agendas sociais progressistas, controle estatal da economia), enfraquecendo a autonomia nacional em favor de uma integração regional subordinada a agendas externas.
Resumo da Nova Conjuntura Mundial com os EUA
Na “Nova Conjuntura” de Olavo de Carvalho, os Estados Unidos eram descritos como:
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Um Gigante Ferido: Uma nação poderosa, mas culturalmente dividida e ocupada por uma elite hostil aos seus próprios valores fundadores.
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O Alvo Principal: O bloco Russo-Chinês e o Islã viam os EUA como o inimigo a ser destruído. A elite globalista americana via os EUA como um obstáculo a ser transformado em uma peça do tabuleiro mundial.
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A Última Esperança (Se o Povo Acordasse): A única força capaz de frear o avanço do totalitarismo global seria a reação da “Nação Americana” contra a sua própria elite e contra os inimigos externos.
Olavo via o governo Donald Trump, por exemplo, como uma tentativa desesperada da “Nação Americana” de retomar o controle do Estado das mãos da elite globalista (o “Deep State”), uma análise que fundamentava o seu apoio ao movimento conservador americano.

